Travar o Coronavírus sim, mas o ensino não!

A proliferação do Coronavírus tem vindo a aumentar de dia para dia. Existem, cada vez mais, novos casos de infetados e duplica-se o número de suspeitos. O vírus capaz de encerrar os locais de funções públicas, encerrou igualmente todas as escolas a nível nacional. Apesar do impedimento educacional que o Covid-19 proporcionou, a Porto Editora e a Editora Leya contrariam-no com a abertura das suas plataformas didáticas a todos os alunos do ensino básico e secundário.
Atualmente, e em conjunto com as preocupações geradas com a chegada do Coronavírus (Covid-19) a Portugal, vários espaços manifestaram-se com a finalidade de fecharem as portas ao público. De acordo com esta vontade, e para impedir a propagação do vírus, o governo decretou, na passada quinta-feira (12 de março) a suspensão das atividades letivas para todas as escolas até ao próximo dia 9 de abril.
Assim sendo, ao nível nacional, as escolas encerraram e o clima alarmante repousou sobre os professores e alunos. A quarentena é a medida tomada de imediato, uma vez que já existem centenas de casos confirmados até ao momento e milhares à espera de resultados.
Esta medida levanta múltiplas questões, entre elas, a mais relevante "O que farão os alunos durante a quarentena?". Uma vez que sair de casa não é uma opção, a Porto Editora e a Editora Leya disponibilizaram as suas plataformas "Escola Virtual" e "Leya Educação" para que todos os alunos do ensino básico e secundário tenham acesso à matéria lecionada e acompanhem, a partir de casa, as orientações dadas pelos professores.
Esta é uma das formas de combater o impedimento de literacia aquando a situação viral se alastra. Em comunicado, a Leya esclarece:
"Com a consciência de que se chegou a um patamar preocupante de disseminação do COVID-19, e tendo em conta que muitos alunos estarão, como prevenção, fora da escola, a LeYa comunicou esta tarde a professores e escolas a sua decisão de abrir o Banco Aula Digital gratuitamente a todos os professores e alunos, de forma a permitir que o ensino à distância seja facilitado."
A "Porto Editora", de forma idêntica, tomou igualmente a iniciativa de emitir um comunicado, informando todos os alunos e professores que a "Escola Virtual" estará aberta a todos. Esta medida foi devidamente tomada para que a decisão da pausa letiva - forçada pelo Covid-19 - não tenha consequências negativas nas aprendizagens dos discentes.
"Enfrentamos uma situação excecional, que nos desafia, enquanto sociedade, a encontrar soluções para os problemas que se nos deparam. Um cenário como este, de nos vermos forçados a fechar todas as escolas, pode trazer um grau de instabilidade e alguma ansiedade e é isso que queremos diluir com esta iniciativa, dando a professores e alunos acesso a uma plataforma de estudo com aulas interativas que, atualmente, já é usada por 200 mil jovens e professores na maioria dos estabelecimentos de ensino.", considera Vasco Teixeira, administrador da Porto Editora.
As plataformas educacionais em questão, estão devidamente preparadas para acompanhar a evolução do aluno através do online, sendo que todo aquele que optar por interagir com a "Leya Educação" terá acesso, segundo a mesma, à atribuição de tarefas, quizes (pergunta/resposta) ou dar acesso aos professores para que enviem os recursos aos alunos de forma a dar continuidade do ano letivo, revisão de matéria e à consolidação de conhecimentos. A Leya sublinha que:
"Independentemente de serem adotantes de manuais do grupo LeYa, a partir de hoje, todos os professores têm acesso ao Banco de Recursos de todos os anos e disciplinas disponíveis na Aula Digital."
Por outro lado, a "Escola Virtual" detém, igualmente, recursos que podem suportar professores e alunos durante o estado atual da epidemia, sendo portadora de agilização com os professores na criação de turmas, permitindo o processo de partilha de conteúdos existentes na plataforma, assim como conteúdos personalizados. A Porto Editora disponibiliza ainda a monitorização dos alunos, colocando os professores a par das tarefas realizadas.
Além disso, a editora realça:
"A equipa pedagógica da Escola Virtual acompanhará este processo e dará todo o apoio necessário, tendo já disponíveis vídeos sobre as principais funcionalidades da plataforma, estando também a selecionar conteúdos curriculares que serão pertinentes em contexto, tais como Replicação de um vírus ou Higiene e prevenção de doenças infeciosas."
Ambas as plataformas pretendem manter disponíveis os seus conteúdos, excecionalmente, enquanto a epidemia permanecer e impedir que as escolas reabram. Desta forma, as editoras ambicionam que os estudantes não percam conteúdos importantes para a sua caminhada escolar, com sucesso.
A orientação para o encerramento das escolas não é novo. Mesmo antes do governo decretar o fecho das escolas a nível nacional, várias Universidades, Faculdades e Escolas Básicas e Secundárias tinham fechado as portas de modo a prevenir que o Covid-19 tivesse a oportunidade de se espalhar.
Estas medidas começaram por ter um maior impacto no norte de Portugal, nomeadamente Faculdades e Universidades do Porto, assim como escolas em Lousada e Felgueiras, onde a intensificação de doentes mais se fez sentir. Após essa iniciativa, a prevenção tornou-se rapidamente uma prioridade e outros distritos, como Lisboa e Coimbra, partilharam da mesma decisão de encerramento.
As limitações não se ficaram pelas escolas, sendo também elas visíveis no Desporto, na Cultura, na Sociedade e nos principais pontos de aglomeração de cidadãos.
O Governo considerou iniciar a quarentena no presente dia 16 de março e prolongá-lo até ao próximo dia 9 de abril. Até lá, a Direção Geral de Saúde (DGS) aconselha à permanência dos habitantes nas suas residências e, no caso de necessidade de deslocação, manter sempre o espaço mínimo de segurança (1 metro) evitando o contacto; lavar sempre bem as mãos e proteger-se dos demais objetos e superfícies potencialmente infetadas, esfregando bem as mãos com uma solução desinfetante à base de álcool.
Para mais informações consulte a página da DGS ou, se pretender acompanhar a evolução do vírus, poderá igualmente consultar a Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, a qual prioriza Portugal e acompanha a proliferação do Coronavírus ao nível nacional.
Fotografia de capa: Pixabay com logotipos de "Porto Editora" e "Editora Leya"